Entrevista com o prefeito de Miranda, Fabinho Florença, no Jornal da Top

A 1ª edição do programa Jornal da Top, da Rede Top FM, que em Campo Grande pode ser sintonizada na 88,9 FM, encerrou a semana nesta sexta-feira (20), entrevistando o prefeito de Miranda, Fabinho Florença (PSDB), que falou sobre o balanço de sua gestão em 2025 (segundo mandato), os desafios enfrentados e os avanços em áreas-chave como educação, infraestrutura, finanças públicas e turismo, além de questões administrativas e o futuro da cidade.

“Este segundo mandato à frente da Prefeitura de Miranda enfrentou cenário mais desafiador, marcado pela redução de repasses financeiros e pela lentidão nos trâmites administrativos. Apesar das dificuldades, a gestão tem avançado na reorganização da cidade, que já começa a colher resultados de planejamentos realizados nos últimos anos”, pontuou.

Na área da educação, ele disse que uma das principais demandas atendidas foi a solução definitiva para o problema de abastecimento de água na escola municipal do Assentamento Bandeirantes.

“A unidade enfrentava dificuldades constantes por depender de um poço compartilhado com moradores da região, o que resultava em interrupções frequentes. A perfuração de um poço exclusivo garantiu o fornecimento regular e agora planejo ampliar a ação com a perfuração de outros 12 poços no assentamento”, revelou.

Conforme Fabinho Florença, com cerca de 25 mil habitantes e 248 anos de história, Miranda enfrenta desafios específicos de crescimento urbano. “Localizada às margens do Rio Miranda e cortada pela BR-262, a cidade tem limitações físicas para expansão. Além disso, abriga 11 aldeias indígenas, o que exige planejamento constante para atender tanto a população urbana quanto as comunidades tradicionais e áreas rurais”, argumentou.

Sobre os pagamentos do funcionalismo público, o prefeito afirmou que os salários são quitados dentro do prazo legal, até o quinto dia útil, conforme legislação municipal instituída em sua gestão. “Os questionamentos do Ministério Público dizem respeito a valores retroativos de reajustes do salário mínimo, cuja aprovação depende da Câmara Municipal e pode levar cerca de dois meses”, assegurou.

No setor de infraestrutura, ele disse que trabalha para retomar obras paralisadas. “A revitalização da Praça Agenor Carrilho, financiada pelo Governo do Estado, foi interrompida após a empresa responsável abandonar o projeto. Um novo processo licitatório foi concluído e a obra deve ser reiniciada nos próximos dias”, informou.

De acordo com o chefe do Executivo, o recapeamento de vias urbanas contará com investimento superior a R$ 6 milhões, com início previsto em cerca de 30 dias, por meio de parceria com o governo estadual e articulação política.

“Outras obras também estão sendo reavaliadas junto à Agência Estadual de Gestão de Empreendimentos (Agesul) para garantir a conclusão. Entre elas, projetos que ficaram parados devido a entraves contratuais ou administrativos”, exemplificou.

Fabinho Florença lembrou que a gestão também enfrentou dificuldades relacionadas a repasses previdenciários. “Uma dívida acumulada ao longo de administrações anteriores, somada a pendências da atual gestão, resultou na retenção do Fundo de Participação dos Municípios (FPM) por quatro meses. O impasse foi resolvido com a negociação de um novo parcelamento junto ao governo federal, dividido em mais de 300 parcelas, com pagamentos já regularizados”, detalhou.

No turismo, ele falou que Miranda segue apostando na pesca esportiva como principal atrativo, atividade que já movimenta a economia local. “Para fortalecer a cultura indígena e ampliar as opções turísticas, estou preparando para abril a reinauguração do Centro da Cultura Terena, localizado no trevo da cidade. O espaço será destinado à exposição e comercialização de artesanato e produtos típicos”, garantiu.

Ao destacar os avanços da gestão, o prefeito afirmou ter orgulho da retomada de obras importantes, como a conclusão de uma creche e de uma escola na Aldeia Cachoeirinha, que estavam paralisadas há mais de uma década. “Outra unidade escolar, conhecida como Escola Moreira, está em processo de relicitação após a interrupção causada pelo falecimento do empreiteiro responsável”, disse.

Assista a entrevista completa pelo link:

Facebook
Twitter
WhatsApp

Leia Também