Entrevista com o prefeito de Ribas do Rio Pardo, Roberson Moreira, no Jornal da Top FM

Rede Top FM

A 1ª edição do programa Jornal da Top, da Rede Top FM, que em Campo Grande pode ser sintonizada na 88,9 FM, iniciou a semana, nesta segunda-feira (20), entrevistando o prefeito de Ribas do Rio Pardo, Roberson Moreira (PSDB), que detalhou a transformação da cidade após a instalação da maior fábrica de celulose do mundo pela Suzano. “A cidade, que antes vivia da pecuária e reflorestamento, sofria com a falta de oportunidades. Agora, experimentou um boom econômico e populacional, enfrentando novos desafios em sua administração”, disse.

Ele completou que até 2020 Ribas do Rio Pardo era uma cidade sem grandes perspectivas e a ida da Suzano para o município, apesar de sonhada, ocorreu rapidamente, exigindo adaptação imediata da gestão pública. “Durante a construção da fábrica, a cidade recebeu um pico de 14 mil trabalhadores, gerando um intenso movimento no comércio, restaurantes e prestadores de serviços. A fábrica trouxe emprego e desenvolvimento, mas também grandes desafios para a administração municipal”, ressaltou.

Roberson Moreira revelou que, inicialmente, o impacto na habitação foi mitigado por alojamentos empresariais, contudo, o influxo de pessoas em busca de oportunidades gerou uma grave crise habitacional, com mais de 500 famílias vivendo em submoradias devido à invasão de terrenos públicos. “Temos o planejamento para a construção de 195 casas, sendo que a Suzano construiu 954 casas para seus trabalhadores e outra empresa está construindo mais 700 casas via o programa ‘Minha Casa, Minha Vida’. Por isso, equipes de adaptação trabalham no diálogo e na prevenção de novas invasões de áreas públicas”, revelou.

Sobre saúde pública, o prefeito disse que o hospital municipal foi transformado em hospital de apoio à Capital, oferecendo atendimento e cirurgias de média complexidade, incluindo ortopedia, obstetrícia e cirurgia geral. “Há um alto investimento na área, superior ao mínimo constitucional, e planos de licitar um CAPS (Centro de Apoio Psicossocial) para atender às novas demandas”, avisou.

Rota Bioceânica

Ele ainda tratou do o impacto transformador da Rota Bioceânica para o município de Ribas do Rio Pardo e para todo o Estado de Mato Grosso do Sul. “A rota é vista como uma grande chance para Mato Grosso do Sul impulsionar seu desenvolvimento e aumentar seu PIB, transformando-o em um dos estados mais prósperos do país. A rota interligará o Brasil com os mercados da Ásia (China, Coréia do Sul, Japão, Índia) para exportação e importação e Mato Grosso do Sul será o primeiro e único estado na região a funcionar como um centro de distribuição para produtos asiáticos, invertendo a atual dependência da rota via Oceano Atlântico”, afirmou.

O gestor completou que o Paraguai está investindo mais de US$ 1 bilhão em infraestrutura, incluindo rodovias e pontes, para facilitar a rota. “O Chile realizou altos investimentos no porto e aeroporto de Iquique, além de rodovias internas, visando a integração comercial com o Brasil. Só a Argentina demonstra um interesse menor”, lamentou.

Para Roberson Moreira, a expectativa é que a rota esteja operacional em no máximo dois anos. “O projeto é considerado o maior para o desenvolvimento do Estado e do País, prometendo uma redução de 12 a 17 dias no tempo de transporte marítimo de produtos. Os municípios localizados na rota, como Ribas do Rio Pardo, Três Lagoas, Água Clara, Jardim, Nioaque e Porto Murtinho (identificado como o “portal de entrada”), precisam se preparar em termos de idioma, logística e prestação de serviços”, alertou.

Assista a entrevista completa pelo link:

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