Entrevista com o presidente da Nelore-MS, Paulo Matos, no Jornal da Top

Rede Top FM

Nesta terça-feira (30), a 1ª edição do programa Jornal da Top, da Rede Top FM, que em Campo Grande pode ser sintonizada na 88,9 FM, entrevistou o presidente da Nelore-MS, Paulo Matos, que falou sobre a segunda edição da “ExpoGenética MS”, um evento que destaca a força e evolução da pecuária em Mato Grosso do Sul e no Brasil. Ele reforçou que o principal objetivo da feira é valorizar o melhoramento genético do gado nelore, a raça predominante no rebanho nacional.

“Anteriormente, o evento era conhecido como Expoinel e agora foi renomeado para ExpoGenética MS para enfatizar a importância do melhoramento genético na pecuária. Queremos criar uma plataforma para produtores exibirem sua produção, trocarem informações e impulsionarem o avanço genético”, disse, completando que antes o abate de bovinos ocorria com 5 a 7 anos e hoje a média é de 30 meses, aumentando significativamente a produtividade.

Ele completou que o resultado disso é que o consumidor come uma carne mais macia, com maior sanidade e marmoreio, atendendo às demandas das pessoas e abrindo mercados internacionais. “O Brasil é o maior exportador de carne do mundo, e a qualidade da carne brasileira é um fator decisivo. Mato Grosso do Sul é um polo de excelência na genética Nelore, com 8 dos 10 melhores criadores e 8 dos 10 touros líderes de sumário (melhor avaliados) do Brasil localizados no Estado”, informou.

Paulo Matos pontuou que essa genética superior é distribuída por todo o país, compondo mais de 90% do rebanho nacional. “A raça nelore é destacada por sua resistência e adaptabilidade, sendo considerada a mais importante do mundo”, assegurou, revelando que a feira terá palestras técnicas sobre nutrição animal e melhoramento genético, direcionadas a universitários e profissionais do setor.

Além disso, conforme o presidente da Nelore-MS, a Expogenética MS incluirá uma etapa do Mundial de Rodeio da PBR (Professional Bull Riders), o maior evento de montaria em touros do planeta, além de laço, tambor, e outras modalidades. “Também teremos shows com artistas locais, como Jads & Jadson e Caio Gabriel, e grandes nomes nacionais, como Eduardo Costa e Ana Castela, que também é sul-mato-grossense de raiz”, ressaltou.

Sobre o impacto econômico e social do evento, Paulo Matos informou que a primeira edição gerou quase mil empregos diretos, com expectativa de ultrapassar dois mil na segunda edição. “Também promovemos o turismo e o comércio local, com hotéis lotados e aumento na demanda por produtos como botas e chapéus. A pecuária em Mato Grosso do Sul gera diretamente 160 mil empregos, sendo um dos maiores motores econômicos do Estado e a organização enfatiza a necessidade de empresários e comerciantes abraçarem o evento, comparando seu potencial ao da Festa do Peão de Barretos, que fatura bilhões e gera milhares de empregos”, argumentou.

Ainda sobre melhoramento genético, ele comentou que isso tem colocado o Brasil em um novo patamar de mercado. “Produtores brasileiros operam sem os subsídios dados aos concorrentes nos Estados Unidos e Europa, enfrentando altas taxas de juros, o que os torna heróis da pátria. A qualidade da carne e a condição de país livre de febre aftosa sem vacinação abrem novas oportunidades, como a exportação para os Estados Unidos desde 2023. Há uma crescente demanda por proteína animal globalmente, especialmente na Ásia, e o Brasil é visto como o celeiro do mundo, apesar da forte exportação, milhões de toneladas de carne de qualidade são consumidas no mercado interno brasileiro, mas a aspiração é que o Brasil exporte não apenas commodities, mas também produtos manufaturados do setor”, projetou.

O presidente da Nelore-MS fez um panorama da pecuária em Mato Grosso do Sul, destacando a produtividade. “Mato Grosso do Sul, embora tenha perdido a liderança no ranking nacional e reduzido seu rebanho (de 26 milhões para cerca de 18 milhões de cabeças), manteve e até aumentou sua produtividade. Essa conquista é atribuída ao melhoramento genético, que permitiu a redução do tempo de abate e a precocidade das fêmeas. A área de pecuária foi reduzida devido à diversificação do uso da terra para outras culturas e silvicultura, como o eucalipto”, explicou.

Ele acrescentou que, atualmente, Mato Grosso do Sul está entre os quatro maiores exportadores de proteína animal do país, demonstrando que um rebanho menor, com tecnologia, pode produzir um volume maior do que no passado. “Por isso, a Expogenética ganha tanta importância, pois é um evento multifacetado com foco em negócios, tecnologia, entretenimento e responsabilidade social. Serão realizados 19 leilões de touros, fêmeas de corte e cavalos, começando já no dia 25 de setembro e estendendo-se por duas semanas. O objetivo principal da feira é a geração de negócios e a troca comercial”, finalizou.

Assista a entrevista completa pelo link:

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