A 1ª edição do programa Jornal da Top, da Rede Top FM, que em Campo Grande pode ser sintonizada na 88,9 FM, entrevistou, nesta quarta-feira (18), o presidente do IMPCG (Instituto Municipal de Previdência de Campo Grande), Marcos Tabosa, que detalhou a recuperação de recursos do Instituto junto ao Banco Master e abordou o papel da instituição, desafios recentes e projetos futuros.
“O IMPCG tem intensificado ações para fortalecer o atendimento aos servidores públicos, aposentados e pensionistas, ao mesmo tempo em que avança em projetos estruturantes e reforça o controle sobre os recursos administrados”, destacou.
Responsável pela gestão previdenciária e pela Caixa de Assistência Médica (Serve-Med), ele revelou que o IMPCG atende cerca de 35 mil beneficiários na área da saúde e aproximadamente 7.800 aposentados e pensionistas.
“Para garantir esse funcionamento, o IMPCG administra mensalmente cerca de R$ 54 milhões destinados ao pagamento de benefícios, além de investir entre R$ 12,5 milhões e R$ 13 milhões na assistência médica”, informou.
Marcos Tabosa completou que a estrutura conta com 75 servidores e comitês internos formados por profissionais certificados pelo Ministério da Previdência, o que assegura maior rigor técnico, autonomia e fiscalização na gestão dos recursos.
“A nossa principal diretriz é a valorização do servidor público. A orientação segue a linha da prefeita Adriane Lopes (PP), que estabeleceu como meta transformar o IMPCG em referência nacional no setor”, afirmou.
O presidente do IMPCG lembrou que um dos episódios recentes que exigiu atuação direta da gestão foi a intervenção e liquidação do Banco Master, ocorrida em novembro do ano passado.
“O IMPCG tinha aplicado R$ 1,2 milhão na instituição financeira, valor que chegou a R$ 1,427 milhão com rendimentos. Diante do risco de perda, a equipe técnica adotou uma estratégia jurídica baseada na compensação de créditos, já que o banco era credor da Prefeitura de Campo Grande por meio de empréstimos consignados, com descontos mensais em folha de cerca de R$ 1,48 milhão”, esclareceu.
Ele reforçou que, com essa medida, o Instituto conseguiu garantir judicialmente a recuperação integral do valor investido, incluindo os lucros. “O montante, que inicialmente só poderia ser resgatado em 2029, agora tem previsão de retorno até o fim de 2027, com correção inflacionária”, lembrou.
Projetos e metas para o ano
Tabosa disse ainda que entre as prioridades da gestão está a abertura de um novo centro médico, prevista para o segundo semestre, e a implantação do Centro Téia, voltado ao atendimento especializado de pessoas com transtorno do espectro autista, especialmente filhos de servidores públicos.
“O espaço físico já está disponível, mas depende de recursos para equipagem. A estratégia adotada é buscar apoio de parlamentares por meio de emendas. O objetivo é transformar o local em referência nacional nesse tipo de atendimento”, garantiu.
O presidente do IMPCG revelou que há ainda a possibilidade de ampliação do acesso à população em geral, caso sejam utilizados recursos públicos, respeitando os limites legais.
“Além das obras, o Instituto pretende melhorar a qualidade do atendimento e ampliar a oferta de serviços, com foco na prevenção em saúde. Atualmente, o IMPCG já figura entre os maiores prestadores de atendimento médico, exames e internações, e busca alcançar a liderança nesse segmento”, argumentou.
Defesa da gestão municipal
Durante a entrevista, Marcos Tabosa também comentou o cenário político e administrativo de Campo Grande, saindo em defesa da prefeita Adriane Lopes diante de críticas relacionadas à infraestrutura urbana e à cobrança de impostos.
“Parte das críticas tem caráter político e não considera os problemas estruturais, como o envelhecimento da malha viária e o impacto das chuvas. A atual gestão herdou dificuldades de administrações anteriores, mas tem avançado na captação de recursos para obras, como o recapeamento de ruas”, assegurou.
Ele descartou qualquer intenção de disputar eleições deste ano e afirmou que pretende manter o foco na gestão do Instituto. “Meu principal objetivo é deixar como legado a responsabilidade na aplicação dos recursos públicos e a consolidação de projetos como o Centro Téia”, ressaltou.
Assista a entrevista completa pelo link:






