A 1ª edição do programa Jornal da Top, da Rede Top FM, que em Campo Grande pode ser sintonizada na 88,9 FM, iniciou a semana entrevistando, nesta segunda-feira (25), o senador da República Nelsinho Trad (PSD-MS), que abordou o cenário político em Brasília e sua gestão como ex-prefeito de Campo Grande. Ele descreveu Brasília como uma capital constantemente agitada, onde os poderes Executivo, Legislativo e Judiciário atuam, além de abordar o fato de pesquisa do Instituto Ranking Brasil Inteligência apontá-lo como o segundo melhor prefeito da história de Campo Grande, com 30,60% da preferência dos entrevistados.
“Brasília é uma capital onde trabalham os poderes constituídos, Executivo, Legislativo e Judiciário. Em Brasília é assim, quando o dia vai amanhecendo, você vai abrindo a janela devagarinho, olhando para lá, olhando para cá, para ver se está tudo tranquilo, tudo calmo. Porque normalmente está agitado. E, quando está tudo tranquilo, tudo calmo, no dia seguinte alguém cai. Então, Brasília é uma cidade que você tem de compreender. Esta semana vai ser mais uma vez agitada, pois vão iniciar os trabalhos da CPMI do INSS, ainda também nós vamos estar na antevéspera do início da sobretarifa que o governo Trump impôs ao Brasil. Então, a gente tem que ficar aguardando, observando exatamente os movimentos, pra gente poder se posicionar de forma mais correta”, pontuou.
Sobre a pesquisa Instituto Ranking Brasil Inteligência, Nelsinho revelou que já escutava nas ruas que, depois do ex-prefeito André Puccinelli, ele era o melhor gestor que Campo Grande já teve. “Depois do André e do Nelsinho, Campo Grande não evoluiu como esses dois gestores fizeram Campo Grande evoluir. Temos que olhar tudo que estava envolvido na circunstância desse contexto. É inegável que quem recebe uma prefeitura como eu recebi, organizada, com dinheiro em caixa, salários pagos, sem dever fornecedor, as obras em andamento, você sendo do mesmo campo político de quem saiu, como era Nelsinho e André naquele momento, a gente deu sequência a um trabalho que estava sendo implementado e acabamos por atingir o êxito que os números e os dados comprovam”, recordou.
O ex-prefeito da Capital informou que fez 1.044 obras em oito anos, muitas delas estruturantes. “Pegamos também uma circunstância positiva de um momento bom que o país atravessava naquele instante, nós tínhamos uma equipe forjada, comprometida e leal, que qualquer desafio apresentado ela se virava nos 30, apresentava a solução e isso fez com que a gente executasse quatro PACs, que era Programa de Aceleração de Crescimento do governo federal. Normalmente, as capitais tinham um só, mas a gente tinha uma velocidade tão grande de apresentar projetos, aprová-los e entregá-los, que conseguimos multiplicar por quatro aquilo que viria para Campo Grande”, celebrou.
A respeito da atual prefeita de Campo Grande, Adriane Lopes (PP), ele lembrou que ela não é do mesmo campo político do atual presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva (PT), assim como também não era quando foi prefeito. “Mas quando você tem a responsabilidade e o peso nas costas de gerir uma cidade, você não tem que colocar essas questões na linha de frente. E eu, na minha opinião, penso que a prefeita Adriane, ela não tem essa resistência. Eu penso que é uma questão também de oportunidade de aparecer na frente dela para ela poder cravar os projetos. Ela tem uma equipe boa também, a gente observa isso. Ela tem a senadora Tereza Cristina (PP), que é do mesmo partido dela, agora o governador Eduardo Riedel também se filiou ao PP, tendo como abrir as portas para ela lá em Brasília. A minha pessoa mesmo, a da senadora Soraya Thronicke (Podemos) e o restante da bancada federal, para ela poder cravar projetos importantes para Campo Grande”, projetou.
Com relação ao futuro político, Nelsinho argumentou que toda eleição tem uma característica própria e uma diferença em relação à outra. “Portanto, não tem eleição fácil, isso não existe. Estamos no ano que antecede o processo eleitoral, as movimentações partidárias já estão ocorrendo. O governador saiu do PSDB e foi para o PP, algo natural que todo mundo estava esperando. A gente sabe da ligação que ele tem e sempre teve no passado, no presente e deverá ter no futuro com a senadora Tereza Cristina. Eu acho que isso pesou muito para ele tomar essa decisão”, analisou.
Já o ex-governador Reinaldo Azambuja (PSDB), de acordo com o senador, já está muito próximo de concretizar sua filiação ao PL. “No plano nacional, pelo que o líder do PL me fala no Senado, que é o senador Rogério Marinho (RN), e os outros integrantes dessa bancada. Está praticamente certa essa filiação do ex-governador Reinaldo, está faltando só ajuste de data para poder concretizar. Dessa forma, as duas peças mais importantes desse tabuleiro já se mexeram e agora os outros vão ter que se mexer”, assegurou.
No entendimento do parlamentar, o PSD é um partido com um bom tempo de televisão e tem ainda a questão de possuir um fundo eleitoral para fazer uma campanha política interessante. “Porém, aqui no nosso Estado, o meu partido precisa se encorpar para poder fazer frente a uma disputa eleitoral. Mas não adianta a gente querer colocar o carro na frente dos bois. Muita calma nessa hora e sem sofrer por antecipação. Vamos esperar todo mundo se ajeitar. Eu penso que a partir do momento que isso acontecer, o PSD vai ser um partido interessante para poder abrigar alguns que não couberam na janela do ônibus, tanto do PL, quanto do PP, a gente tem a mesma linha de pensamento e é isso que nós vamos colocar com muita maturidade, com muita tranquilidade”, finalizou.
Assista a entrevista completa pelo link:







