Nesta terça-feira (23), a 1ª edição do programa Jornal da Top, da Rede Top FM, que em Campo Grande pode ser sintonizada na 88,9 FM, a (22), entrevistou o superintendente da Polícia Rodoviária Federal (PRF) em Mato Grosso do Sul, Jota Bueno, abordou a segurança nas estradas federais de Mato Grosso do Sul, as operações de fim de ano e os preparativos para a Rota Bioceânica.
“As infrações mais graves e que causam fatalidades são ultrapassagem em local proibido, excesso de velocidade, falta do uso do cinto de segurança, ingestão de bebida alcoólica na condução de veículos e uso de celular ao volante”, alertou.
Ele citou que durante a Operação Rodovida ocorreu a maior operação de segurança viária da PRF no país, estendendo-se de 18 de dezembro até o Carnaval. “A Operação Natal, que é uma suboperação dentro da Rodovida, intensifica a fiscalização e monitoramento de veículos devido ao aumento de acidentes em períodos festivos”, pontuou.
Jota Bueno acrescentou ainda que a PRF aumenta seu efetivo presencial e investe em tecnologia (câmeras de monitoramento, radares móveis e drones) para otimizar o trabalho, dada a limitação de pessoal para cobrir os 4 mil quilômetros de rodovias no Estado.
Ainda durante a entrevista, o superintendente da PRF no Estado revelou que entre as rodovias mais perigosas em Mato Grosso do Sul estão a BR-163, BR-267 e BR-262. “No caso da primeira, ela ainda é a mais perigosa, conhecida antigamente como ‘rodovia da morte”. Embora o número de óbitos tenha diminuído, a quantidade de acidentes aumenta com o fluxo de veículos”, revelou.
Já as BRs 267 e BR-262 também são mencionadas como rodovias de alta concentração de acidentes, especialmente nos perímetros urbanos que cortam as cidades. “Houve uma redução no número de sinistros e mortes nas rodovias federais de MS, atribuída ao trabalho incansável da PRF, ao investimento em tecnologia e à fiscalização efetiva”, comentou.
Ele lembrou que o objetivo da PRF é a conscientização do motorista, não a aplicação de multas, buscando um trânsito mais seguro. “As recomendações para dirigir na chuva e fazer a manutenção veicular, verificando freios, pneus, dispositivos de retenção de segurança e nível de combustível. Os limpadores de pára-brisa são cruciais e têm de ser verificados para serem trocados quando necessário. Trocar as palhetas do limpador de para-brisa porque ressecadas podem comprometer seriamente a visibilidade e causar acidentes”, argumentou.
Joca Bueno ainda lembrou que reduzir a velocidade é fundamental e que álcool e direção não combinam. “Isso continua sendo um grave problema. A recomendação é clara: o condutor não deve ter ingerido bebida alcoólica, nem mesmo um pouquinho. O efeito prolongado, mesmo após festas que se estendem pela madrugada, o álcool pode permanecer no organismo e o motorista, embora se sinta bem, ainda pode estar sob seus efeitos. Uma dose de álcool leva de 1 a 2 horas para sair do organismo, e o tempo é proporcional à quantidade ingerida, podendo chegar a 12 horas”, enumerou.
O superintendente da PRF no Estado pontuou que qualquer nível de álcool detectado no bafômetro acarreta multa cara e suspensão da CNH por 12 meses, enquanto em casos de alta ingestão, pode levar à prisão e encaminhamento à polícia judiciária. “A PRF está atenta à rota e à ponte em Porto Murtinho, que deve ser concluída no final de 2026. E a PRF vai construir uma unidade operacional em Porto Murtinho, dentro do Centro Alfandegário, para fiscalizar veículos estrangeiros”, anunciou.
Para finalizar, Jota Bueno recordou que a PRF tem uma cartilha do Mercosul (legislação de trânsito brasileira em espanhol) disponível por aplicativo. “Há integração e aulas com as forças de segurança dos países vizinhos envolvidos (Paraguai, Argentina e Chile) para facilitar o trânsito de veículos e cargas. Espera-se um aumento do efetivo da PRF em Mato Grosso do Sul devido ao crescimento do fluxo de veículos na rota”, concluiu.
Assista a entrevista completa pelo link:






