O programa “A Banca”, da Rede Top FM, que em Campo Grande pode ser sintonizada na 88,9 FM, entrevistou, nesta quarta-feira (30), o vereador Dr. Jamal (MDB), que falou sobre a situação política do partido no município e no Estado e também da gestão da prefeita Adriane Lopes (PP).
“O MDB virá forte nas eleições do próximo ano. Nós devemos fazer dois ou três deputados federais porque nós vamos receber novas filiações, principalmente com o desaparecimento do PSDB, que hoje tem três deputados federais. Os tucanos têm outros candidatos fortes que terão de ser acomodados em vários partidos e o MDB vai acabar recebendo pelo menos dois dos três deputados federais do PSDB que ainda estão em fase de negociação”, revelou.
O Dr. Jamal completou ainda que para o cargo de governador o MDB não terá candidato, pois já tem um acordo de aliança para apoiar a reeleição do governador Eduardo Riedel (PSDB). “Em termos de Senado Federal, nós vamos apoiar o ex-governador Reinaldo Azambuja (PSDB), mas, na chapa para deputado federal, com toda certeza, nós vamos ter os nossos candidatos e também os deputados federais do PSDB que vão se filiar ao MDB. Por isso, nossa projeção é fazer três deputados federais, no mínimo”, afirmou.
O parlamentar assegurou ainda que depois das eleições de 2026 o MDB vai ter representantes na bancada federal e talvez seja o maior partido de Mato Grosso do Sul na Câmara dos Deputados. “Em relação à bancada estadual, o nosso principal pré-candidato é o ex-governador André Puccinelli, bem como os atuais deputados estaduais, que são o Renato Câmara, Marcio Fernandes e o Junior Mochi. Então, nós calculamos que devemos também aumentar a nossa bancada para cinco deputados estaduais, no mínimo”, assegurou.
Sobre o próprio futuro político, o vereador, que também é o presidente municipal do MDB, reforçou que é um soldado do partido. “Eu estou aguardando as orientações se devo sair ou não candidato para ajudar o partido, porém, é mais provável que eu não saia candidato no pleito de 2026. Porém, prefiro ficar quieto, sem me manifestar, aguardando essas composições para a gente ajudar todos os companheiros, tanto na chapa federal como na estadual”, informou.
Campo Grande
A respeito da prefeita de Campo Grande, Adriane Lopes (PP), o Dr. Jamal disse que a gestão dela está passando uma situação muito difícil porque tem alguns problemas que são fácies de resolver, mas a chefe do Executivo não está conseguindo porque não ouve as pessoas certas.
“Nós temos uma crise na saúde, por exemplo, e ninguém pode esconder isso. Ela tem uma excelente secretária municipal de Saúde, que é a Dra. Rosana, minha amiga também, mas uma pessoa só não consegue fazer nada. Tem uma equipe excelente dentro da Sesau, então, eu acho que precisa começar a mexer para poder andar. E, olha, eu acho que é mais gestão do que política”, pontuou.
O vereador completou que não se vê diálogo com os hospitais de Campo Grande. “Todos os ex-presidentes da Santa Casa e do São Juliano são meus amigos com quem converso sempre e eles reclamam da falta de um diálogo aberto. Nós temos uma fila imensa de cirurgias eletivas que não estão sendo realizadas, temos falta de leitos e tudo isso aí pode se resolver facilmente, desde que se tenha uma boa gestão para fazer isso”, aconselhou.
Para o parlamentar, “a prefeita tem que ser igual a um aiatolá – título religioso xiita de alta patente – e tomar decisão”, brincou, referindo-se à rapidez deles na hora de tomar decisões. “Se ela não fizer isso., vai começar só caindo nas pesquisas. Já falei isso para ela. Falei, olha, prefeita, eu quero te pagar uma viagem para o Irã para você voltar como a aiatolá Adriane e possa tomar uma decisão, porque até o momento você fica adiando, o tempo vai passando e a população fica sofrendo”, reclamou.
No entanto, Jamal reconheceu que a questão da educação, sem dúvida nenhuma, está excelente, pois a área tem um excelente secretário, assim como a parte das obras públicas, também porque tem um bom secretário. “Agora, nós precisamos investir mais na saúde e resolver o problema, porque eu como médico, eu sinto isso aí, que está ruim. Todo dia eu recebo via WhatsApp mensagens de pessoas pedindo, pelo amor de Deus, para ajudar um pai que está na UPA, ou outro parente qualquer. Então, as coisas realmente não têm andado”, finalizou.
Assista a entrevista completa pelo link:








