A 1ª edição do programa Jornal da Top, da Rede Top FM, que em Campo Grande pode ser sintonizada na 88,9 FM, inicia a semana nesta segunda-feira (18) entrevistando o vereador Otávio Trad (PSD), que abordou diversos temas políticos e administrativos relacionados a Campo Grande e ao seu mandato.
“Seguirei alinhado ao PSD nas eleições de 2026 e reforço o apoio à reeleição do senador Nelsinho Trad (PSD), pois o partido pretende concentrar esforços exclusivamente na disputa ao Senado, abrindo mão de lançar chapas proporcionais para deputado estadual e federal”, declarou.
Segundo Otávio Trad, a prioridade da legenda é garantir a permanência de Nelsinho no Senado Federal e ressaltou a proximidade do PSD com o governador Eduardo Riedel (PP), afirmando que a parceria entre o senador e o governo estadual tem resultado na entrega de benefícios aos municípios sul-mato-grossenses.
“Há divergências ideológicas dentro da própria família Trad. Apesar disso, permanecerei ao lado do PSD, mesmo diante da aproximação de alguns familiares com outros campos políticos, como o meu tio, o ex-deputado federal Fábio Trad, atualmente filiado ao PT”, detalhou.
Ao comentar a situação de Campo Grande, Otávio Trad classificou o momento vivido pela cidade como “muito difícil”, especialmente na área de infraestrutura urbana. “Aumentaram muito as reclamações sobre buracos e a falta de planejamento da administração pública”, destacou.
Ele comparou o cenário atual a períodos anteriores da política municipal, mencionando as gestões de Alcides Bernal e Gilmar Olarte. “Apesar das dificuldades financeiras enfrentadas por municípios e estados brasileiros, há expectativa de melhora, já que a Lei de Diretrizes Orçamentárias (LDO) deste ano prevê orçamento superior a R$ 7 bilhões para Campo Grande”, pontuou.
O parlamentar avaliou ainda que a deterioração da malha asfáltica é consequência da ausência de manutenção contínua. “Há trechos da cidade com o prazo de validade vencido, enquanto as chuvas intensas acabam expondo falhas de drenagem e provocando alagamentos”, revelou.
Otávio Trad destacou que uma das principais bandeiras de seu mandato é a defesa da acessibilidade e da inclusão das pessoas com deficiência, pauta que ganhou força após experiências pessoais vividas em sua família.
“Defendendo uma sociedade mais inclusiva e critico o atraso do Brasil na garantia de acessibilidade plena. Além disso, prego a eficiência administrativa e a desburocratização como prioridades de atuação na Câmara Municipal”, argumentou.
Entre os projetos citados, ele destacou a criação de uma legislação que obriga a Prefeitura de Campo Grande a disponibilizar oficialmente a assinatura digital e eletrônica por meio da plataforma gov.br. “A medida visa acelerar processos administrativos, reduzir burocracias e facilitar o acesso de cidadãos que vivem fora da Capital”, falou.
Durante a entrevista, o vereador também comentou o debate envolvendo possíveis isenções do IPTU em Campo Grande. “Defendi a cautela na discussão e alertei para o impacto financeiro das medidas”, comentou.
Segundo ele, qualquer benefício fiscal precisa ser acompanhado de estudos técnicos e diálogo com o Poder Executivo, responsável pela arrecadação municipal. “Quando é isento para alguns, a conta cai para outros”, afirmou.
Como exemplo, o parlamentar citou o sistema de transporte coletivo da Capital, que tem elevado número de gratuidades. “Quando parte da população deixa de pagar, os custos acabam sendo absorvidos pelos demais usuários”, apontou.
Otávio lembrou ainda da alteração promovida em 2018 na legislação do ITBI. “Na época, em vez de reduzir alíquotas, a Câmara optou pelo parcelamento do imposto em até seis vezes. A medida ajudou a diminuir os chamados contratos de gaveta e ampliou a arrecadação municipal ao facilitar a regularização de imóveis”, recordou.
O vereador também comentou a recente discussão envolvendo o IPTU em Campo Grande, marcada por forte mobilização popular e votação apertada na Câmara Municipal. “O Legislativo passou a enfrentar temas antes evitados, como a criação de uma CPI para investigar questões relacionadas ao imposto. Votei ao lado da população no episódio, pois a condução foi impositiva por parte do Executivo municipal”, avaliou.
Sobre a votação envolvendo terceirização e privatização de serviços, o parlamentar disse que, apesar de enxergar pontos positivos para o futuro, decidiu votar contra a proposta neste momento por considerar importante manter a confiança no Sistema Único de Saúde (SUS). “A Câmara Municipal tem buscado ampliar o diálogo com os moradores da Capital e enfrentar temas considerados sensíveis para encontrar soluções para Campo Grande”, concluiu.
Assista a entrevista completa pelo link:







