A 1ª edição do programa Jornal da Top, da Rede Top FM, que em Campo Grande pode ser sintonizada na 88,9 FM, iniciou a semana, nesta segunda-feira (12), entrevistando o vereador Professor Riverton (PP), que abordou sua trajetória pessoal e política, a atuação de seu mandato na Câmara Municipal de Campo Grande, desafios da gestão pública local e o controverso aumento do IPTU (Imposto Predial e Territorial Urbano).
“Com 20 anos de experiência na área da educação, tendo sido aluno, educador e coordenador de projetos, sou um produto salvo pela educação pública, pois passei sete anos em um orfanato, a Casa do Dom Bosco, após perder os meus pais adotivos. Por isso, minha principal bandeira é a educação, que considero o meu título mais importante, pois me abriu portas em diversas esferas educacionais (municipal, estadual, privada, ONGs)”, declarou.
Ele destacou que em seu segundo mandato como vereador está defendendo uma atuação transparente, participativa e próxima da população. “Meu primeiro mandato foi positivo, pois dobrei a votação na reeleição, o que aumentou a minha responsabilidade. Além disso, a atuação da Comissão de Educação na Casa de Leis é a mais atuante até então, o que demonstra o bom trabalho realizado”, afirmou.
O Professor Riverton completou ainda que está mais presente nos bairros, ouvindo a população e buscando fazer a diferença. “O ano de 2025 foi muito difícil, com problemas como paralisação dos ônibus (greve de motoristas), infraestrutura precária (asfalto) e serviços públicos deficientes (saúde, iluminação)”, recordou.
O parlamentar ressaltou que a Câmara Municipal teve um papel crucial como mediadora para a volta do transporte coletivo durante a greve. “Só tenho de criticar a falta de entrega de serviços essenciais pelo Executivo, pois, apesar do orçamento de bilhões da cidade, a população continua padecendo”, destacou, expressando frustração com o fato de projetos importantes aprovados pela Casa, como o de óculos para crianças, não são sancionados ou implementados pelo Executivo.
Com relação à questão do IPTU, ele pontuou que o aumento do imposto é o “assunto do momento” e será debatido em uma sessão extraordinária na Câmara Municipal. “A decisão do aumento foi unilateral por parte da Prefeitura de Campo Grande. Embora seja do mesmo partido da prefeita Adriane Lopes, meu compromisso é com os 6.271 votos que me elegeram, representando as pessoas e fiscalizando para que os serviços essenciais cheguem à população”, argumentou.
O Professor Riverton acrescentou que o aumento do IPTU gerou grande repercussão e questionamento entre os moradores de Campo Grande. “Há uma percepção generalizada de que os serviços essenciais (saúde, pavimentação, etc.) não estão sendo entregues ou melhorados na mesma proporção do aumento, o que torna o reajuste injustificado”, assegurou.
Para o vereador, a eliminação do desconto de 20% para bons pagadores é um erro, pois remove um incentivo para o pagamento em dia e contraria práticas estabelecidas. “Por isso, foi criada uma comissão de vereadores, presidida pelo vereador Rafael Tavares (PL), para acompanhar a questão do IPTU. Está sendo organizada uma reunião com os vereadores para decidir sobre a convocação de uma sessão extraordinária. O objetivo dessa sessão seria derrubar a taxação exorbitante e restabelecer o desconto de 20%”, avisou.
Ele declarou publicamente que seu voto será totalmente contrário ao aumento da taxação, caso a sessão ocorra. “Há a esperança de que o Executivo reverta a decisão do aumento do IPTU, assim como fez anteriormente em relação a uma decisão sobre a remuneração de professores convocados, demonstrando sensibilidade com o campo-grandense”, comentou.
O parlamentar sugeriu que a Prefeitura deveria ter formado uma comissão de estudo técnico junto com a Câmara Municipal antes de aplicar o reajuste, garantindo clareza e critérios justos. Se a Câmara Municipal derrubar o aumento e a Prefeitura judicializar a decisão, o município é quem vai perder. Por isso, responsabilizo os técnicos que assessoraram a prefeita por não envolverem a Câmara, eles são irresponsáveis”, reclamou.
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