O Amambaí respira história, mas pede socorro”: Rosane Nely detalha desafios e o futuro do bairro mais antigo de Campo Grande
Em entrevista exclusiva à Rede Top, a líder comunitária reforça a necessidade de união entre poder público e moradores para resgatar a dignidade da região central.
O Bairro Amambaí não é apenas uma localização geográfica; é o berço de Campo Grande. No entanto, o brilho do pioneirismo tem sido ofuscado por problemas crônicos de segurança e infraestrutura. Para discutir esse cenário, o Jornal da Top recebeu Rosane Nely, presidente da Associação de Moradores do Bairro Amambaí, que trouxe um relato contundente sobre a realidade local.
Um dos pontos centrais da entrevista foi a segurança pública. Rosane destacou que, embora o bairro possua uma localização privilegiada, a presença de usuários de entorpecentes e a criminalidade em torno da antiga rodoviária e áreas adjacentes têm afastado novos investimentos e causado insegurança aos residentes tradicionais.
“Nossa luta é diária. Queremos que as famílias voltem a ocupar as praças e que o comércio floresça sem o medo constante de assaltos”, afirmou a presidente.
Rosane abordou com entusiasmo, mas também com cautela, as obras de revitalização da antiga rodoviária. Para ela, o local é o coração do bairro e sua recuperação é vital para a economia da região. Ela defendeu que o espaço não seja apenas um prédio público, mas um centro de convivência e cultura que respeite a história dos comerciantes que ali resistiram por décadas.
A entrevistada lembrou que o Amambaí abriga marcos como o Quartel Geral, a Vila dos Ferroviários e diversas casas de valor histórico. Rosane criticou a falta de políticas de incentivo para que proprietários mantenham essas fachadas históricas, sugerindo parcerias e isenções fiscais como caminhos para preservar a memória da cidade.
Ao encerrar, Rosane Nely fez um apelo tanto às autoridades quanto à própria comunidade. Ela enfatizou que a associação está de portas abertas e que a participação popular é a única forma de garantir que as promessas de melhoria saiam do papel.
- Segurança: Necessidade urgente de policiamento ostensivo e iluminação pública eficiente.
- Economia: Apoio aos pequenos comerciantes que mantêm o bairro vivo.
- Cultura: Valorização do Amambaí como o primeiro bairro de Campo Grande (fundado em 1921).
- Social: A importância de um olhar humanizado para a questão das pessoas em situação de rua na região central.
A trajetória de Rosane Nely se confunde com a do próprio Amambaí: uma história de resiliência que, apesar das dificuldades, recusa-se a ser esquecida.
Assista à entrevista completa no canal da Rede Top no YouTube.







