Em entrevista recente ao Jornal da Top, o professor e advogado Tiago Botelho, atual Superintendente do Patrimônio da União (SPU) em Mato Grosso do Sul, detalhou sua trajetória, sua atuação no governo federal e a nova diretriz dada à gestão do patrimônio público no estado.
Filho de servidores públicos, Tiago Botelho destacou que sua formação foi pautada pela dedicação aos estudos, o que o levou a se tornar professor concursado da Universidade Federal da Grande Dourados (UFGD). Com um currículo extenso — doutor em Direito Socioambiental pela PUC-PR e doutorando pela Universidade de Coimbra — ele enfatiza que sua atuação na política é temporária.
Botelho acumula experiência em pleitos eleitorais, tendo sido candidato ao Senado, onde obteve quase 200 mil votos, e à prefeitura de Dourados. Atualmente, figura como pré-candidato a deputado estadual, defendendo a necessidade de renovação política e maior representatividade para as regiões do interior do estado.
Ao assumir a superintendência a convite do presidente Lula, Botelho encontrou um órgão que, segundo ele, funcionava como uma “imobiliária” focada apenas na venda de ativos. A mudança de lógica foi imediata:
Gestão de Patrimônio: O órgão agora atua não apenas em prédios e terrenos, mas também na gestão de patrimônios naturais e hidrológicos (como a Gruta do Lago Azul, em Bonito, e leitos de rios).
Parcerias republicanas: O superintendente ressaltou que sua gestão não distingue partidos políticos na hora de atender prefeitos. “O município e a população não podem estar abaixo das ideologias”, afirma. Exemplos disso são as parcerias para a construção de escolas em tempo integral, casas populares (Minha Casa, Minha Vida) e unidades da Casa da Mulher Brasileira em terrenos da União.
Recuperação e valorização: Entre os destaques de sua gestão, Botelho citou a revitalização de áreas antes abandonadas, como o dique de proteção em Porto Murtinho, que se tornou um ponto turístico e de lazer após a intervenção da SPU em parceria com a prefeitura local.
Questionado sobre o abandono de estruturas ferroviárias e de prédios públicos antigos, como os do INSS, Botelho explicou as limitações burocráticas da SPU, que só pode intervir após o órgão proprietário (como o DENIT ou o próprio INSS) declarar desinteresse no imóvel.
Sobre sua atuação nas redes sociais, que frequentemente gera repercussão, Botelho é enfático: defende o respeito ao pluralismo político, mas afirma que responde “à altura” quando desrespeitado. Ele reforça que, apesar das divergências políticas — ele se define como um homem de esquerda que acredita na democracia —, mantém diálogo técnico e institucional com adversários políticos para o benefício do Mato Grosso do Sul.
Tiago Botelho convida associações e prefeituras a buscarem a SPU para projetos que visem o serviço público e social. “Quem é o gestor do patrimônio não pode ter um prédio caído. Reformamos o prédio da SPU e estamos de portas abertas para quem quer fazer o estado avançar”, concluiu.
A entrevista completa está disponível no canal da Rede Top no YouTube.








