LUTO: Seis vereadores “somem” e três votam “contra si mesmos”

Em uma sessão marcada pela omissão e por viradas de casaca inexplicáveis, o Legislativo Municipal ignorou a Justiça e o Ministério Público para validar um aumento do IPTU.
Foto ilustrativa modificada por IA

O sentimento nas ruas de Campo Grande hoje é uma mistura amarga de dor, tristeza e, acima de tudo, revolta. Em um episódio que remete aos capítulos mais sombrios da política, a Câmara Municipal decidiu dar as costas ao cidadão. Por apenas um voto, o veto da prefeita Adriane Lopes (PP) foi mantido, garantindo que o “presente” de 2026 para o contribuinte seja um boleto do IPTU extorsivo e ilegal, segundo o MPMS.

Vereadores votam contra si mesmos

A pergunta que ecoa na Capital é simples: como um representante pode votar contra o próprio voto dado semanas atrás? Em janeiro, o projeto que barrava esse reajuste abusivo foi aprovado. Agora, o cenário mudou: Os nomes da “mudança de consciência”: Carlão (PSB)Dr. Jamal (MDB) e Leinha (Avante). Os três, que antes eram contra o aumento, agora estenderam o tapete vermelho para a ganância arrecadatória da prefeitura.

O silêncio das cadeiras vazias

Enquanto o povo sofre com postos de saúde sem remédios e ruas que mais parecem queijos suíços, seis vereadores — que custam aos cofres públicos R$ 26 mil de salário e R$ 25 mil de verba de gabinete — simplesmente não apareceram: Dr. Lívio Leite, Fábio Rocha, Júnior Coringa, Landmark Rios, Neto Santos e Silvio Pitu entregaram a vitória à prefeita. A ausência foi o apoio indireto ao Executivo.

Um crime contra o contribuinte

O Ministério Público de Mato Grosso do Sul (MPMS) foi cirúrgico: o aumento é abusivo, carece de transparência e atropela a lei ao ser feito via decreto. O Judiciário, através de figuras como o juiz Ariovaldo Nantes Corrêa e o desembargador Alexandre Branco Pucci, já apontou a ilegalidade.

Mesmo assim, oito vereadores tiveram a “coragem” de ignorar a OAB, o CRECI e o clamor popular para sustentar uma manobra que eleva a taxa de lixo a níveis surreais, usando um “perfil imobiliário” de 2025 que pune quem já não aguenta mais pagar impostos.

“Não existe estabilidade política fundada em ilegalidade”, disparou o vereador Marquinhos Trad (PDT) durante a sessão. Mas, para a base da prefeita, a técnica e a moral parecem pesar menos que as conveniências do poder.

Votaram CONTRA o povo:

  • Beto Avelar (PP)
  • Carlão (PSB) — Mudou de voto
  • Delei Pinheiro (PP)
  • Dr. Jamal Salem (MDB) — Mudou de voto
  • Dr. Victor Rocha (PP)
  • Leinha (Avante) — Mudou de voto
  • Professor Juari (PSDB)
  • Wilson Lands (Avante)

Ajudaram a prefeita ao faltar à sessão:

  • Dr. Lívio Leite (União)
  • Fábio Rocha (União)
  • Júnior Coringa (MDB)
  • Landmark Rios (PT)
  • Neto Santos (Republicanos)
  • Silvio Pitu (PSDB)

A resistência

Apesar da traição no plenário, 14 vereadores mantiveram a palavra e a dignidade, ouvindo o apelo da população. Nomes como André Salineiro (PL), Jean Ferreira (PT) e Maicon Nogueira (PP) — este último que sofreu retaliações diretas com a exoneração de seus indicados — mostraram que ainda há quem não se curve a ameaças.

  • André Salineiro (PL)
  • Ana Portela (PL)
  • Clodoilson Pires (Podemos)
  • Flávio Cabo Almi (PSDB)
  • Herculano Borges (Republicanos)
  • Jean Ferreira (PT)
  • Luiza Ribeiro (PT)
  • Maicon Nogueira (PP)
  • Marquinhos Trad (PDT)
  • Professor Riverton (PP)
  • Otávio Trad (PSD)
  • Ronilço Guerreiro (Podemos)
  • Rafael Tavares (PL)
  • Veterinário Francisco (União Brasil)

A esperança agora reside no Tribunal de Justiça. Enquanto Adriane Lopes pressiona o desembargador Dorival Renato Pavan para derrubar as liminares que ainda suspendem o aumento, o cidadão campo-grandense assiste, atônito, à “Revolução das Botas” ser esmagada por quem deveria protegê-la.

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