Na Expogrande, parceria entre Rede Top FM e Ecossistema Dakila marca lançamentos e apostas no agronegócio

Rede Top FM

Durante a Expogrande 2026, uma parceria entre a Rede Top FM e o Ecossistema Dakila foi apresentada como estratégia para ampliar o alcance de informação, entretenimento e inovação tecnológica em Mato Grosso do Sul. O anúncio ocorreu em entrevista concedida pelo diretor da emissora, Tony Ueno, e pelo CEO da Dakila, Urandir Fernandes.

Segundo Ueno, a Top FM, que atua há cerca de seis meses em Campo Grande com transmissão de alta potência, busca consolidar sua presença no mercado por meio de alianças estratégicas. “A parceria com a Dakila deve agregar credibilidade e contribuir para o objetivo da emissora de alcançar a liderança de audiência até o fim do ano”, assegurou.

Urandir Fernandes destacou que, apesar do avanço das plataformas digitais, o rádio permanece como um meio de comunicação essencial, especialmente pela proximidade com diferentes públicos. “A união com a emissora permitirá ampliar a divulgação das pesquisas e descobertas desenvolvidas pelo ecossistema”, ressaltou.

A Dakila, conforme explicou o CEO, reúne atualmente dezenas de empresas — sendo 27 diretas e 42 indiretas — organizadas em equipes especializadas. “O modelo, que pode ser comparado a uma roda em movimento contínuo, busca otimizar processos e ampliar a produção de bens, serviços e informações”, analisou.

O grupo teve origem em 1992, com o chamado “Projeto Portal”, voltado a pesquisas científicas e astronômicas, incluindo estudos sobre arqueologia, biologia e fenômenos considerados anômalos. Com o crescimento, passou a se chamar Dakila Pesquisa e expandiu sua atuação.

Hoje, o ecossistema afirma impactar mais de dois milhões de pessoas direta e indiretamente, com foco na divulgação em tempo real de descobertas arqueológicas e estudos na área da saúde, especialmente voltados ao antienvelhecimento e rejuvenescimento.

Outro destaque apresentado foi o BDM Digital, ativo criado inicialmente como moeda social física há cerca de duas décadas e posteriormente convertido para o ambiente digital. “O sistema funciona como meio de pagamento em estabelecimentos como mercados, farmácias e postos de combustíveis. O ativo possui mecanismo de valorização atrelado ao volume de transações, tendo registrado crescimento significativo nos últimos anos”, detalhou.

No campo tecnológico, a Dakila anunciou o lançamento do drone pulverizador Skyrus, apresentado como o maior do mundo em sua categoria. Desenvolvido com tecnologia brasileira em parceria com a empresa Vertical Connect, o equipamento foi projetado para atender o agronegócio com maior eficiência e menor impacto ambiental.

A proposta inclui ainda linhas de crédito por meio do BDM Digital para facilitar a aquisição do equipamento por produtores rurais, especialmente em um cenário de margens reduzidas no setor. “A iniciativa prevê também alternativas para pequenos produtores, como compras coletivas, cooperativas e modelos de aluguel”, assegurou o CEO.

A expectativa, segundo os participantes da entrevista, é de que tanto a parceria entre a rádio e o ecossistema quanto as inovações apresentadas contribuam para fortalecer a comunicação e impulsionar soluções tecnológicas no agronegócio e em outras áreas.

Maior drone do mundo

Um dos destaques apresentados em estande tecnológico voltado ao agronegócio é o chamado “E-Petrol”, um veículo elétrico de decolagem vertical que tem sido descrito como um “carro voador” ou, de forma mais técnica, um drone agrícola de grande porte. A proposta alia inovação e eficiência para atender demandas crescentes do setor produtivo.

O equipamento é um drone não tripulado, operado remotamente, e já é considerado o maior drone mobilizador agrícola do mundo. Desenvolvido para otimizar operações no campo, o modelo possui alta capacidade de carga, permitindo a execução de diversas atividades com maior agilidade e menor dependência de maquinário convencional.

Totalmente elétrico, o E-Petrol também se destaca pela praticidade no abastecimento energético. Suas baterias podem ser recarregadas em cerca de 45 minutos utilizando tomadas comuns, o que reduz custos operacionais e amplia a autonomia de uso nas propriedades rurais.

O investimento para aquisição do equipamento gira em torno de R$ 1,25 milhão. Apesar do valor elevado, a estimativa é de que o retorno financeiro ocorra entre um ano e um ano e meio, dependendo da escala de utilização. No campo, a tecnologia já é vista por produtores como uma solução eficiente — uma verdadeira “mão na roda” — para enfrentar desafios logísticos e aumentar a produtividade no agronegócio.

Assista a entrevista completa pelo link:

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