O efeito da polarização ideológica na sucessão de Mato Grosso do Sul

Pesquisa realizada entre os dias 1º a 6 de dezembro de 2025, em 30 municípios do Mato Grosso do Sul.
Foto IA

A pesquisa eleitoral do Instituto Ranking Brasil Inteligência para o governo de Mato Grosso do Sul (2026) indica que a polarização ideológica é o fator central que impede o atual governador, Eduardo Riedel (PP), de garantir a vitória no primeiro turno.

O Risco de Segundo Turno

  • Liderança Consolidada, mas Insuficiente: Riedel lidera em todos os cenários estimulados (entre 40,0% e 44,0% das intenções de voto). No entanto, essa liderança é, na maioria das vezes, inferior à maioria absoluta (50% dos votos válidos), necessária para vencer em turno único.
  • Ameaça da Soma dos Oponentes: O principal desafio de Riedel não é um adversário individual, mas sim a agregação dos votos da oposição. Em todos os cenários estimulados, a soma das intenções de voto dos oponentes (entre 40,9% e 45,0%) se equipara ou supera o total de Riedel, forçando o prolongamento da disputa.
  • Volatilidade dos Extremos: A presença de candidaturas de extrema-esquerda (Fábio Trad – PT) e extrema-direita (João Henrique Catan/Marcos Pollon) atua como um motor de dispersão de votos. Essas candidaturas capturam eleitores com alta fidelidade ideológica, garantindo um volume de votos significativo para a oposição agregada.

 Análise detalhada dos cenários

Os cenários polarizados (com candidaturas fortes de PT e PL) confirmam o risco de segundo turno, mantendo Riedel aquém da maioria absoluta.

  • Disputa pelo 2º Turno: Fábio Trad (PT) e os candidatos do PL (Catan/Pollon) se encontram em empate técnico nas simulações (entre 15% e 18%), indicando que o foco da oposição é consolidar a segunda vaga, e não desafiar a liderança de Riedel.

 Fatores adicionais

  • Alto Índice de Indecisos/Não Votos (Volatilidade): Na pesquisa espontânea, 52% dos eleitores se declaram “Não Sabem/Não Respondem”. Esse alto índice é um indicativo de volatilidade e falta de consolidação das escolhas, representando uma grande reserva de votos a ser explorada na reta final.
  • Recall da Direita: A menção a figuras não-candidatas da direita, como Capitão Contar (5%), sugere que o espólio político da direita é significativo e sua transferência para Catan ou Pollon será crucial para a extrema-direita garantir a vaga no segundo turno. Ou o Capitão Contar vai abraçar o seu maior adversário, o atual governador Eduardo Riedel?

  • Rejeição:
    • Eduardo Riedel (PP): Rejeição relativamente baixa (8%) para um incumbente, o que facilita seu potencial de crescimento.
    • Fábio Trad (PT): Rejeição de 10,2%, indicando que a marca PT pode ser um limitador de seu crescimento para além de sua base fiel.
    • Delcídio do Amaral (PRD): Lidera a rejeição com 14,8%, o que representa uma barreira significativa para seu avanço.

Indecisos

alta taxa de indecisos significa que a campanha tem uma grande margem para mover os eleitores, e a polarização ideológica garante que a oposição terá recursos suficientes para manter a disputa viva até o segundo turno.

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