O Senado Federal é o destino almejado pelos políticos mais experientes do Mato Grosso do Sul. Não é apenas uma questão de status: a estrutura do Senado oferece uma estabilidade e uma influência que pouquíssimos cargos no Brasil podem proporcionar.
Diferenças que atraem
A busca por uma cadeira no Senado justifica-se, primordialmente, pelas regras do jogo. Diferente dos deputados federais, que possuem mandatos de 4 anos, os senadores desfrutam de 8 anos de mandato. Essa longevidade permite que o parlamentar atravesse diferentes governos presidenciais com uma segurança política invejável.
Além disso, o sistema de representação é distinto. Enquanto o número de deputados varia de acordo com a população de cada estado (de 8 a 70), no Senado o peso político é igualitário: cada estado possui exatamente 3 representantes, independentemente do tamanho do seu eleitorado.
Outro fator determinante é a eleição majoritária. Ao contrário dos deputados, que dependem do coeficiente partidário, o senador é eleito diretamente por ser o mais votado. Ele já entra no cargo com dois suplentes fixos, garantindo que a vaga permaneça com seu grupo político em caso de licença ou vacância.
O peso da responsabilidade
Para ser senador, a exigência de maturidade é maior: a idade mínima é de 35 anos. Como membros da Câmara Alta, eles têm o poder de revisar leis, julgar autoridades e aprovar indicações cruciais, como ministros do STF e embaixadores.
O retorno financeiro também é expressivo. A partir de fevereiro de 2025, o salário bruto de um senador saltou para R$ 46.366,19. Somam-se a isso benefícios como:
- Cota Parlamentar: Pode ultrapassar R$ 50 mil mensais (variando por estado).
- Auxílio-Moradia: R$ 5.500,00.
- Verba de Gabinete: Para contratação de uma equipe de assessores.
- Ajuda de Custo: Um salário extra no início e no fim do mandato para despesas de mudança.
O Tabuleiro para 2026
No cenário local, a disputa pelas duas vagas que serão abertas em 2026 promete ser uma das mais acirradas da história recente de Mato Grosso do Sul. Como a renovação será de 2/3 da Casa, os principais grupos políticos do estado já movem suas peças.
A lista de pré-candidatos (ou nomes fortemente ventilados) reflete a importância estratégica do cargo, reunindo desde ex-governadores e ministros até lideranças emergentes:
Possíveis nomes na disputa no MS:
- Capitão Contar (PL),
- Gerson Claro (PP),
- Gianni Nogueira (PL),
- Marcos Pollon (PL),
- Nelsinho Trad (PSD),
- Oswaldo Meza (DC),
- Reinaldo Azambuja (PL),
- Simone Tebet (MDB),
- Soraya Thronicke (Podemos),
- Vander Loubet (PT).
O que está em jogo?
A corrida de 2026 em MS não será apenas sobre quem terá o melhor salário, mas sobre quem terá a chave para influenciar o orçamento federal e as grandes decisões da República pelos oito anos seguintes. Com tantos “nomes de peso” para apenas duas cadeiras, a política sul-mato-grossense deve viver um ano de 2025 de intensas negociações e alianças de bastidores.






