Pesquisa do Instituto Ranking Brasil Inteligência revela o “derretimento” da aprovação legislativa ao longo do ano; Casa de Leis sai de cenário positivo no início do ano para recorde de avaliação negativa em novembro.
Uma verdadeira sangria de popularidade. É assim que se pode definir o atual momento da Câmara Municipal de Campo Grande. Dados alarmantes da 5ª pesquisa realizada pelo Instituto, mostram que a paciência do campo-grandense com seus vereadores chegou ao limite.
O levantamento, realizado entre os dias 10 e 16 de novembro, aponta que 60% dos eleitores da Capital desaprovam a atuação da Casa de Leis. O cenário, que já inspirava cuidados na pesquisa anterior, agora acende o alerta vermelho máximo: apenas 25% aprovam o trabalho realizado, enquanto 15% não souberam ou não quiseram opinar.
Queda livre: de “ótima” para “péssima”
O dado mais chocante não é apenas a desaprovação atual, mas a velocidade com que a imagem do legislativo municipal se deteriorou ao longo de 2025.
Quando questionados sobre a qualidade do trabalho (Ótimo/Bom vs. Ruim/Péssimo), o abismo fica evidente. Hoje, 40% da população classifica a Câmara como Ruim ou Péssima, contra minguados 19% que a consideram Boa ou Ótima.
No início do ano, a Câmara vivia uma lua de mel com o eleitorado. Na 2ª pesquisa do ano, a Casa chegou a ter 40% de avaliação positiva (Boa/ótima). Hoje, esse número despencou pela metade, enquanto a rejeição dobrou.

A Cronologia do Desastre
A análise histórica das cinco pesquisas realizadas pelo Instituto Ranking mostra claramente o momento em que a Câmara “perdeu a mão” e se desconectou das ruas.
Confira a evolução da avaliação (Boa/ótima vs. Ruim/péssima) ao longo do ano:
| Pesquisa | Avaliação Boa/Ótima | Avaliação Ruim/Péssima | Cenário |
| 1ª Pesquisa | 35% | 23% | Saldo Positivo |
| 2ª Pesquisa | 40% (Pico) | 20% | Auge da Aprovação |
| 3ª Pesquisa | 33% | 25% | Início da Queda |
| 4ª Pesquisa | 26% | 33% | A Virada Negativa |
| 5ª Pesquisa (Atual) | 19% | 40% | Crise Instalada |
Na 4ª pesquisa, ocorreu a “virada de chave”, onde pela primeira vez no ano a avaliação negativa superou a positiva. Agora, na 5ª pesquisa, a diferença se tornou um abismo, consolidando uma crise de representatividade.
O recado das ruas
A queda de 40% de aprovação (na 2ª pesquisa) para apenas 19% (na atual) sugere que a população não está vendo retorno prático nas ações dos parlamentares, ou está insatisfeita com as pautas priorizadas pela Casa.
Os números são um balde de água fria para quem ocupa as cadeiras do legislativo de Campo Grande. O legislativo municipal, que deveria ser a caixa de ressonância da sociedade, parece estar falando para ninguém, enquanto a insatisfação popular cresce a passos largos.
Possíveis causas
Várias são as causas apontadas por lideranças políticas que justificam a péssima percepção da população sobre a Câmara Municipal de Campo Grande, o que acaba por influenciar negativamente no trabalho dos vereadores.
A principal delas seria o comportamento subserviente da Câmara à gestão Adriane Lopes, segue determinando a pauta do Legislativo.
Dados Técnicos da Pesquisa
- Instituto: Ranking Brasil Inteligência.
- Contratante: Rede de Rádios Top FM.
- Período: 10 a 16 de novembro.
- Amostra: 1.000 eleitores (16 anos ou mais).
- Abrangência: 7 regiões urbanas de Campo Grande e distritos.
- Margem de erro: 3% para mais ou para menos.
Os maiores problemas de Campo Grande

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