O anúncio da pré-candidatura da ex-prefeita Rhaiza Matos à Assembleia Legislativa provocou reação imediata no cenário político de Naviraí. Considerada cidade-polo do Conesul, a movimentação reposiciona o município no debate estadual e reacende a discussão sobre representatividade regional.
Filha do ex-prefeito e ex-deputado estadual Onevan de Matos (in memoriam), Rhaiza carrega um dos sobrenomes mais conhecidos da política sul-mato-grossense. Formada em odontologia, ela governou Naviraí entre 2021 e 2024, tornando-se a primeira mulher eleita prefeita do município. Sua trajetória sempre esteve ligada à construção política do pai, que exerceu diversos mandatos na Assembleia Legislativa de Mato Grosso do Sul e marcou a história administrativa da cidade.
Ao colocar o nome à disposição para 2026, Rhaiza defendeu que Naviraí precisa voltar a ter protagonismo na capital e ressaltou que a região concentra demandas estruturais que exigem articulação direta no Parlamento estadual. A ex-prefeita tem afirmado que sua experiência administrativa e o vínculo histórico com o município credenciam sua pré-candidatura.
Logo após o anúncio, outros dois nomes femininos também passaram a ser ventilados como pré-candidatos: a primeira-dama Naiza Capuci e a empresária Eunice Tikka. Ambas já manifestaram disposição para disputar vaga proporcional, ampliando o número de possíveis candidaturas no município.
O movimento simultâneo reforça que Naviraí deve ocupar espaço relevante na disputa por uma das 24 cadeiras do Legislativo estadual. Resta saber como as articulações partidárias irão se consolidar nos próximos meses e se a região conseguirá transformar a pluralidade de nomes em fortalecimento político efetivo.






