O cenário político de Mato Grosso do Sul entrou em ebulição nesta quinta-feira (19). Em entrevista à Rádio Top FM, o deputado federal Marcos Pollon (PL) subiu o tom contra a atual diretoria de seu partido e reafirmou que não abrirá mão de disputar o Governo do Estado em 2026.
“O mar vai abrir”
Pollon não poupou críticas à chamada “velha política” e relembrou o episódio de 2024, quando foi impedido pelo próprio partido de disputar a Prefeitura de Campo Grande. Para o deputado, a história não irá se repetir sem resistência.
“Expresso fé, acreditando que, se for propósito divino, o caminho se abrirá. O mar vai abrir ou eu vou caminhar sobre as águas”, disparou o parlamentar, sinalizando que sua candidatura é uma missão ideológica, e não apenas partidária.
Racha interno
A tensão no PL sul-mato-grossense é evidente. Enquanto Azambuja tenta consolidar o partido como base de apoio ao atual governo de centro-direita, Pollon busca representar a “direita autêntica”.
- Liderança: Pollon afirmou que, embora Azambuja tenha publicizado o fechamento de questão com Riedel, ele manterá sua postura por considerar sua pretensão “legítima”.
- Senado em Xeque: O deputado também provocou curto-circuito na disputa pelas duas vagas ao Senado. Ao ser questionado entre apoiar Azambuja ou Capitão Contar, Pollon não hesitou: escolheu Contar, seu aliado de longa data, ignorando o atual chefe do partido.
Janela partidária
Apesar de afirmar que deseja permanecer no PL, Pollon deixou as portas abertas para uma debandada caso seja novamente barrado pela legenda. Com convites do Novo e do Republicanos na mesa, o deputado aguarda a “missão” de Jair Bolsonaro, mas avisa que o projeto de país está acima de siglas.
“A política é igual nuvem, muda o tempo todo”, filosofou, citando a instabilidade das alianças atuais.
Os pilares
Para sustentar seu enfrentamento, Pollon foca em três frentes:
- Apoio a Flávio Bolsonaro: Defende o senador para a Presidência, pedindo um líder com “testosterona” para enfrentar o sistema.
- Pauta Ideológica: Prioriza a liberdade dos presos do 8 de janeiro e o retorno político de Jair Bolsonaro.
- Plano de Governo: Afirma já estar elaborando propostas técnicas para saúde, segurança e infraestrutura, descoladas do atual modelo de gestão estadual.






